Sociodrama e Adoção
Em 19/09/26, 50 corações se encontraram para a reunião do GAA Acolher Mairiporã para falar do que mais importa: família.
Ouvimos um casal que acaba de receber sua filha de 1 ano e 8 meses. E que antes viveu a dor de uma aproximação interrompida por uma falha do sistema. Aprendemos: precisamos conhecer nossos direitos, ter apoio jurídico que entenda de adoção e, principalmente, respeitar o nosso “sim” e o nosso “não”. E o “não” das crianças também.
No Sociodrama, demos voz a duas frases que doem e libertam:
“Sou trans/gay” – Como construir um lar onde nossos filhos possam ser quem são, num mundo que ainda exclui tanto?
“Quero ir embora, te odeio” – Como acolher a raiva que também é pedido de amor?
Faltou tempo. Sobrou afeto. Deixamos duas provocações no ar: “Tenho tanto amor para dar” e “Fui educado(a) apanhando e não morri”.
No final, uma carta. Escrita por um homem que espera ser pai por adoção e que é filho por adoção. Choramos e sorrimos juntos.
Terminamos com café coletivo, bebês engatinhando livres pelo teatro e a certeza de que estamos no caminho certo.
Gratidão a cada um, cada uma. E ao @teatrocontadoresdementiras e ao Felipe, por nos acolherem. Teatro é cura.
José Maria
(Voluntário do GAA Acolher Mairiporã
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